sexta-feira, 3 de novembro de 2023

META Magazine: Victoria Dyer

 

Extremamente impecável em tudo que se propôs a fazer até o seguimento momento, aclamada pelo mundo da música, reconhecida pelo mundo visual e um ícone da moda, nossa convidada para a segunda edição da META é Victoria Dyer.

Oi Vic tudo bem?

Vic: Tudo ótimo, é um prazer conversar!

Então, falar sobre a senhorita Dyer é impossível não associa-la ao seus impecáveis visuais. Nós diga, o que eu tem feito nas ultimas semanas? Você lançou seu EP recentemente, podemos esperar algo relacionado ao mesmo?

Vic: Nas últimas semanas eu tenho descansado e intercalado o trabalho em alguns projetos, mas não há muito pelo que esperar visualmente.

Sempre comprometida em torna-se uma artista mais aprimorada, ate então, você foi a primeira a utilizar as novas ferramentas de criação de faixas por IA. Nós conte um pouco sobre como foi o processo de criação do smahit ‘posthuma’:

Vic: Eu acho que aderir à integração com Inteligência Artificial generativa foi a minha única escolha viável criativamente para a época. Eu havia chegado num ponto de exaustão, concebendo e abortando ideias de forma descontrolada — e isso aliado ao meu criticismo constante resulta na fórmula perfeita para o hiatus. Não me entenda mal, posthuma não foi o meu primeiro encontro com essas ferramentas, eu já usava outras tecnologias há anos, mas o single foi um sopro de ar fresco na minha carreira. 

Sobre a sonoridade da faixa e o processo de gravação dos vocais, Dyer completa: Vic: Da batida a única coisa que sobrou foi a vibe e alguns sintetizadores. Depois disso, o processo de gravação dos vocais foi divertido, precisei gravar takes diferentes com a minha voz e então passar para o modelo de voz da grimes, no final acabei usando pelo menos três modelos diferentes.

A interprete de ‘Pop!’ ainda completa afirmando que foi uma sensação nova ‘vestir a voz de outra pessoa: É muito estranho vestir a voz de uma outra pessoa, porque não basta apenas ter o timbre – a identidade de cada cantor é rica em peculiaridades. Eu não acho que tenha feito algo nem perto de 70% parecido, mas estou feliz com o que eu consegui na época. Eu sei que ao todo gastei uma semana em concepção e menos de três dias em produção. Alguns amigos haviam visto a notícia então recente do concurso aberto pela Grimes e praticamente exigiram que eu participasse (... em meio a uma bela risada)

E eu percebi que eu realmente precisava de um desafio!!

Esse foi seu primeiro contato com está vertente criativa?

Vic: Já tinha o rascunho de uma batida  e uma letra engavetadas desde 2018 (muito antes do meu debut no oddcast) que eu simplesmente não conseguia fazer funcionar com os recursos que eu tinha na época. Alimentei os meus rascunhos de letra para o GPT-4 e costurei respostas diferentes.

Além de uma talentosa musicista, você tem um lado empreendedor que volta e meia nos surpreende, como por exemplo a venda de Skins. Nós conte como esse seu lado aflorou e como ele esta atualmente?

Quem me conhece sabe que eu também posso ser uma nerd insuportável, e eu decidi compartilhar as minhas habilidades. Vou entrar em dethe para dar um pouquinho de contexto: Eu não faço propriamente as skins, mas a predefinição do material próprio para renderização baseada em física. Basicamente, se você vai construir um material baseado em física seguindo os padrões da indústria, você precisa de diversos mapas de cada propriedade (como rugosidade, difusão, altura, orientação das faces etc). Criadores baseados em the sims que estão começando nesse mundo não costumam ter acesso a esses mapas, porque o jogo só fornece a textura difusa (apenas a cor base), além da falta do conhecimento mais técnico. A minha ideia foi montar um preset capaz de extrair todas as informações possíveis de um único mapa, além de usar as configurações que eu mais gosto nas minhas peles.

Bastante engenhoso e inovador este pensamento, tais produtos até pouco tempo atras não eram tão populares e de fácil acesso: O meu lado empreendedor aflorou de verdade porque eu estava cansadinha. Eu fui muito mais acolhida pela comunidade internacional quando eu entrei, eu disponibilizava tutorial e download de alguns materiais para grupos mais próximos. As pessoas eram super fofas pedindo autorização antes de usar o material.

Mas chegou num ponto em que eu recebia muitos DMs pedindo ajuda de como usar, e aí eu percebi que podia facilitar a vida dessas pessoas entregando um produto pronto, o meu preço está muito abaixo do mercado porque eu acredito que é o básico que todos precisam ter. Mas nunca de graça porque as pessoas não dão o devido valor! 

No período em que eu decidi lançar conteúdo gratuito pra fora da minha bolha senti que não houve retorno da comunidade, a grande maioria pegava o conteúdo e guardava pra si. Os meus clientes têm contato direto comigo e consigo oferecer suporte quando necessário. E felizmente os meus produtos seguem bem apesar de terem surgido outros similares de criadores que eu admiro.

Você pretende investir mais neste mercado? Talvez a criação de uma marca própria ou um Patreon? Eu tenho muito cuidado com a direção em que eu levo qualquer negócio. O retorno sobre investimento é bom, mas eu quero escalar com muito cuidado sobre a energia que eu posso gastar com ele e ainda gerar valor para as pessoas. A plataforma atual tem seus prós e contras, e eu tenho estudado algumas alternativas.

 A moda é algo que sempre faz parte da sua persona, fale pra gente um pouco sobre o que está usando agora (no Photoshoot): Vic: Estou vestindo Puffer Jacket e Vamp Shades criados pela V1S4G3, simplesmente a única casa que ressoa completamente com a minha energia!

Com isso concluímos nossa segunda edição com deleite ao conhecer mais sobre este maravilhoso lado empreendedor de Miss Dyer. E não se esqueça, na próxima sexta feira conversaremos com o Oriental mais amado do Metaverso, fiquem atentos!


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